terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Ruud Van Empel: algo realmente interessante feito com manipulação de imagens

Eu já havia visto algumas imagens deste artista espalhadas aí pelo mundo. Porém, no último domingo, além de ter a honra de assistir às crianças do projeto sóciocultural "Guaçatom", no SESC Osasco, também pude esperar o horário da apresentação na sala de leitura da unidade.

Primeiro fiquei muito surpresa ao ver uma revista de arte contemporânea que não blasé: Santa Art Magazine. Muitas imagens e textos curtos sobre os artistas. E eles ainda aceitam ensaios, ou seja, meio que qualquer pessoa com um bom texto de apresentação para ótimos artistas pode propagar suas opiniões ou socializar uma produção.

Lendo a revista encontrei Ruud Van Empel (1958), holandês que vive e mora em Amsterdã (dan!), formado em Belas Artes. Por meio de softwares de manipulação e criação de imagens, ele situa pessoas, especialmente crianças negras, em ambientes naturais ou criados pelo homem. A cada elemento agrega muitos detalhes revisitando, deste modo, a escola do Hiperrrealismo, seguindo aí uma tendência que pode ser observada na produção inglesa atual. Com estes trabalhos ele abre, sem dúvida, um nicho de produção e criação a partir do emprego destes softwares.

As suas crianças negras carregam o olhar de descobrimento, curiosidade e ingenuidade. No texto de apresentação, a autora se referia a uma aura de pureza antes só relacionada à criança branca, principalmente, à loura devido ao surgimento desta pinturas no século XVIII na Europa. Todos devem se lembrar destes quadros (reproduções, muito comuns na minha infância). Entretanto, até então, parece que ninguém havia observado que há doçura também no olhar e existência de crianças nigérrimas, como nos ensina o Aurélio.








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