quarta-feira, 14 de março de 2012

The sky and the trees

Quem acompanha o blog já percebeu que se na apresentação do mesmo está na descrição "...do erudito ao popular...", escrevo isto é porque é sério. Também porque as dimensões do estético estão em todos os lugares, em todos os momentos e pinçar isso, como escrevi no último texto, é uma questão de gosto. Exatamente, do gosto ou não gosto. E pensando em gosto, gosto das coisas mais comuns e das estranhas também. Ou melhor, daquelas que nos passam despercebidas no cotidiano tumultuado de quem mora na Grande São Paulo. Ultimamente tenho observado muito as combinação de vestimentas das pessoas; os penteados feitos por mulheres e homens, especialmente os de cabelos crespos; as intervenções de rua; o que as grandes instituições têm nos apresentado a partir de exposições; o que os menores espaços têm proposto como forma de fortalecimento deste mercado não erudito e paralelo da arte contemporânea; enfim, movimento é o que não falta. 
Nesta miríade de coisas, que são tantas que, por vezes, deliro visualmente sozinha à caminho de um compromisso ou indo ao mercado, estão as portas e janelas, os cães e gatos, as árvores e o céu. Estes três binômios figuram aqui no blog desde que ele surgiu. Gosto muito de parar para ver o céu e as árvores que tentam alcança-lo em vão. Me dão tranquilidade, me fascinam pelos desenhos que se formam no visor da minha máquina e, principalmente, me fazem lembrar que independente do problema que eu tenha que solucionar naquele momento, afora minha aflição por viver neste mundo tão conturbado, desumano, cruel e cru, porém não saboroso como sashimi, me lembra de que sou só parte dele. 
Ainda que com minha complexidade de ser único como somos todos nós, somos somente parte, uma ínfima parte do que existe neste universo, e o céu é a porta para o universo, é somente o que nossos olhos mortais conseguem observar. Vi um filme argentino (adoro!), chamado "Medianeiras", (2011), de Gustavo Taretto, cuja a protagonista feminina dizia em um determinado momento, ainda na introdução do filme: "... sou parte de algo infinito e eterno". O universo...

trailler do filme "Medianeiras"

Ver o céu e as árvores me traz de volta para o chão, o chão pouco seguro da minha existência, que confunde absolutamente minha consciência em termos do que importa, que importância tenho neste conjunto imenso que é o mundo... Talvez me console saber que em algum momento novamente serei pó de estrelas e retorne ao universo, ao todo...

Bom, para devanear, que a vida também é para ser sentida, apreciada, na plenitude dos seres e dos sentidos, vão aí alguns devaneios visuais que encontrei em Londres.


































































Para melhorar a semana: olhe para o alto!

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